Seu inicio se deu em meados de 1997, quando a Sociedade Santos
Mártires, aceitou o desafio proposto no Fórum em Defesa da Vida (desta
região) de mobilização social em defesa da melhoria das condições de
vida e contra a banalização da violência, lançado a 200 ONGs
participantes do mesmo a desenvolver ações especiais de proteção
integral a adolescentes e jovens, priorizando, num primeiro momento a
faixa etária de 14 a 18 anos incompletos, estando estes em situação de
vulnerabilidade.
A Sociedade Santos Mártires aceitou o desafio e
a partir do segundo semestre de 1997, iniciou um diálogo com o Posto
Sul da Fundação CASA, ex-FEBEM, com o objetivo de firmar uma parceria
para acompanhar os adolescentes, jovens e famílias em MSE de Liberdade
Assistida. Na ocasião fomos informados que a Fundação CASA não dispunha
de recursos financeiros, mas apenas de orientação técnica para o
desenvolvimento da ação. Diante da situação fomos em busca de outros
parceiros como Capacitação Solidária e a Prefeitura do Município de São
Paulo.
O RAC em seu inicio além do atendimento para adolescentes
em medida em meio aberto de Liberdade Assistida promovia cursos e
oficinas profissionalizantes, posteriormente o mesmo passou a realizar
acompanhamento para medida em meio aberto de Prestação de Serviço a
Comunidade.
Em maio deste ano ocorreu o processo de municipalização
das medidas sócio educativas em meio aberto de Liberdade Assistia e
Prestação de Serviço a Comunidade da região sul de São Paulo,
participamos do processo e fomos contemplados com um Núcleo de Proteção
Especial.
Diante da proposta de municipalização, o RAC que era o
pioneiro nesta cidade, pois agregava atendimento e acompanhamento a
medida sócio educativa em meio aberto e cursos de iniciação
profissional, deixou de existir, surgindo o Núcleo de Proteção Especial
Ângela II RAC.