O quadro de pobreza e baixo
desenvolvimento é ainda acompanhado pelo alto índice de degradação
ambiental, especialmente no que se refere à sua área de manancial...
Integrante
da Bacia Hidrográfica Cotia/Guarapiranga, a qual possui uma área de
aproximadamente 640Km2 e abrange um reservatório de 26Km2 de
superfície, representando o segundo Reservatório mais importante para o
abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), dados do
Censo IBGE 2000 apontam que na área da Subprefeitura de M’Boi Mirim
apenas 54% das residências contam com rede de coleta de esgotos, 16%
com fossas sépticas e 30% despejam seus esgotos em valas ou córregos.
Quanto mais próximo da Represa, menor a ocorrência e freqüência da
coleta de lixo. De todos os municípios e Distritos da Bacia, apenas
Embú possui um sistema público de coleta seletiva.
O Programa
“Ângela de Cara Limpa” pretende contribuir para a redução da pobreza,
do analfabetismo, da alienação política e cidadã da população do Jardim
Ângela e da degradação ambiental do manancial na região através da
formação de eco-empreendimentos populares solidários em atividades
econômicas de conservação ambiental com moradores da região. Esta
formação profissional vem acompanhada com parcerias para formação
escolar, cidadã, humana, de informática, entre outras.
Esta
formação de Eco-Empreendimentos, está sendo estruturada através da
implantação de uma metodologia inovadora de Incubação de
empreendimentos, denominada “Empreendimento-Escola”, na qual os
aprendizes são capacitados na própria gestão e produção do
empreendimento, junto com os educadores, dispondo de uma
infra-estrutura adequada. Além de garantir um processo seguro de
formação profissional e empreendedora, esta metodologia pretende
possibilitar a auto-sustentabilidade do Programa, na medida que os
custos vão sendo cobertos pela comercialização dos produtos
desenvolvidos.
Por ser uma metodologia recém-criada e
encontrar-se ainda em fase de planejamento e implantação, é necessário
um apoio institucional que garanta recursos para os gastos
operacionais, remuneração dos educadores e uma bolsa para os
aprendizes, especialmente no primeiro e segundo ciclo de aprendizagem.
Os
gastos operacionais e a remuneração dos educadores, de certa forma, já
estão sendo garantidos através de parcerias já estabelecidas do
Programa com outras instituições, como o Fundo Estadual de Recursos
Hídricos, Instituto Camargo Corrêa, além dos recursos próprios da
Sociedade Santos Mártires. No entanto, ainda se faz urgente e de
extrema importância garantir os recursos de bolsa para os aprendizes,
cuja situação é de extrema vulnerabilidade social.